Outro dia alguém olhou pra mim, bufou e perguntou: vamo curtir um rock??
Uóóóótt?
Eu curto o meu bom e velho todo santo dia, mas há tempos não via e nem ouvia mais sobre o rock com referência a revolta (o q foi o caso!).
Mas falando em revolta, “há tempos” não ouvia Legião, e estava sentindo falta de letras assim, aquela verdadeira revolta, sim, mas extravasada em reflexão, argumento, questionamento e entrelinhas que já me deram pano pra manga em discussões intermináveis (revival colegial!).
Ouvi um tributo ao Renato, e fiquei um pouco desapontada. Apesar dos feras que fizeram a homenagem (e outros nada a ver), fiquei um pouco desapontada. Sei lá, faltou vida na interpretação das músicas (o que não faz sentido num tributo!).
Parece que [quase] ninguém acertou na dose, ficou uma coisa caricata. Não me empolguei, ao contrário de outros tributos. O que salvou foi o Dinho (mas aí é sacanagem, eles são farinha do mesmo saco!). Apesar de eu não achar que ele tem a melhor voz do mundo, foi o único que achei que expressou a energia que o show pedia.
Tô passando a semana à brasileira, só ouvindo nacionais. Os últimos dias foram tão cheios (mais altos do que baixos, mas é cedo pra me animar), que fiquei pensando que música descreveria melhor minha situação. Assim como a Mana, tenho mil músicas que falam por mim (afinal, nada que escrevo aqui é por acaso). Não cheguei a uma conclusão. Seria um misto de inúmeras coisas. Mas mesmo o que parece não fazer sentido, faz sentido..
Diga adeus e atravesse a rua
Voamos alto depois das duas
Mas as cervejas acabaram e os cigarros também
Cuidado com a coisa coisando por aí
A coisa coisa sempre e também coisa por aqui
Seqüestra o seu resgate, envenena a sua atenção
É verbo e substantivo/adjetivo e palavrão
E o carinha do rádio não quer calar a boca
E quer o meu dinheiro e as minhas opiniões
Ora, se você quiser se divertir
Invente suas próprias canções
Será que existe vida em Marte?
Janelas de hotéis
Garagens vazias
Fronteiras
Granadas
Lençóis
E existem muitos formatos
Que só têm verniz e não tem invenção
E tudo aquilo contra o que sempre lutam
É exatamente tudo aquilo o que eles são
Marcianos invadem a Terra
Estão inflando o meu ego com ar
E quando acho que estou quase chegando
Tenho que dobrar mais uma esquina
E mesmo se eu tiver a minha liberdade
Não tenho tanto tempo assim
E mesmo se eu tiver a minha liberdade:
Será que existe vida em Marte?
Uóóóótt?
Eu curto o meu bom e velho todo santo dia, mas há tempos não via e nem ouvia mais sobre o rock com referência a revolta (o q foi o caso!).
Mas falando em revolta, “há tempos” não ouvia Legião, e estava sentindo falta de letras assim, aquela verdadeira revolta, sim, mas extravasada em reflexão, argumento, questionamento e entrelinhas que já me deram pano pra manga em discussões intermináveis (revival colegial!).
Ouvi um tributo ao Renato, e fiquei um pouco desapontada. Apesar dos feras que fizeram a homenagem (e outros nada a ver), fiquei um pouco desapontada. Sei lá, faltou vida na interpretação das músicas (o que não faz sentido num tributo!).
Parece que [quase] ninguém acertou na dose, ficou uma coisa caricata. Não me empolguei, ao contrário de outros tributos. O que salvou foi o Dinho (mas aí é sacanagem, eles são farinha do mesmo saco!). Apesar de eu não achar que ele tem a melhor voz do mundo, foi o único que achei que expressou a energia que o show pedia.
Tô passando a semana à brasileira, só ouvindo nacionais. Os últimos dias foram tão cheios (mais altos do que baixos, mas é cedo pra me animar), que fiquei pensando que música descreveria melhor minha situação. Assim como a Mana, tenho mil músicas que falam por mim (afinal, nada que escrevo aqui é por acaso). Não cheguei a uma conclusão. Seria um misto de inúmeras coisas. Mas mesmo o que parece não fazer sentido, faz sentido..
Diga adeus e atravesse a rua
Voamos alto depois das duas
Mas as cervejas acabaram e os cigarros também
Cuidado com a coisa coisando por aí
A coisa coisa sempre e também coisa por aqui
Seqüestra o seu resgate, envenena a sua atenção
É verbo e substantivo/adjetivo e palavrão
E o carinha do rádio não quer calar a boca
E quer o meu dinheiro e as minhas opiniões
Ora, se você quiser se divertir
Invente suas próprias canções
Será que existe vida em Marte?
Janelas de hotéis
Garagens vazias
Fronteiras
Granadas
Lençóis
E existem muitos formatos
Que só têm verniz e não tem invenção
E tudo aquilo contra o que sempre lutam
É exatamente tudo aquilo o que eles são
Marcianos invadem a Terra
Estão inflando o meu ego com ar
E quando acho que estou quase chegando
Tenho que dobrar mais uma esquina
E mesmo se eu tiver a minha liberdade
Não tenho tanto tempo assim
E mesmo se eu tiver a minha liberdade:
Será que existe vida em Marte?

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