Esse crescimento se dá em 8 anos, de 1,5 mil ocorrências em 2000 para 5,4 mil em 2007. Os dados são da Artesp (Agência de Transporte do Estado de SP).
O diretor geral da Agência, Carlos Eduardo Doria, dá como motivo desses números a imprudência e expansão da frota.
No site da Artesp, achei o release sobre esses dados, além de uma apresentação com os números. Os acidentes com motos realmente aumentaram nas rodovias sob concessão – de 6% do total em 2000 para 20% em 2007 – mas ainda assim os outros veículos lideram.
Bom, a matéria do Estadão é um lobby do kct pro pedágio, mas não informa (assim como a apresentação da Artesp), quais as causas dos acidentes envolvendo motos, e nem faz uma comparação de proporções com outros veículos, no mesmo tempo.
Afinal, o motociclista se acidenta sozinho?? Perde o controle? Atropela ou é interceptado por pedestre? Colide com outro veículo? E a frota de outros veículos, não cresceu? O restante de motoristas são 100% prudentes?
O secretário de Transportes adjunto Silvio Aleixo diz que justamente por SP ter as melhores estradas do país é que os motoristas mais abusam, daí a necessidade de aumentar a fiscalização – projeto de aumento de 30% no número de radares (adivinhem de onde vai vir o din-din??).
O que me preocupa é o seguinte: se a pessoa só lê a manchete, pode pensar que o pedágio pra duas rodas se justifica – nestas condições. Mas a abordagem absolutamente incompleta mostra como a mídia “ajuda” a deturpar a realidade da moto no trânsito. Só que nem todo mundo que lê está consciente disso. Afinal, a frota de carros também cresce, e os motoristas não têm sido menos imprudentes.
Acho que no mínimo deveria ser apresentado um panorama completo, como fizeram no dossiê de trânsito, publicado na mesma semana. Simples. Não é dever do jornalismo mostrar “todas as versões” de um fato?
Já no Paraná, a cobrança de pedágio para motos está suspensa, exceto pela concessionária Rodonorte. Vejamos até quando!
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Enquanto isso, na fazenda...

Triste realidade
Durante a semana, os mortos são números. No domingo, alguém lembrou que são vidas - isso é raro. E a história não é nada alegre.
Depois da publicação do especial sobre trânsito, no dia 18, no dia 20 saiu no caderno Aliás a história de alguns motoboys mortos no trânsito de São Paulo.
É um choque, me arrepiei de ler. Mas infelizmente isso não é novidade nem para os motociclistas, e nem para as autoridades. Por isso espero que esse choque de realidade sirva para mudanças efetivas, e não apenas para criticar, criticar, criticar e criticar a classe, e tudo que se relaciona à motos. Afinal, não somos números, somos vidas, p*****!!

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