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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sim, tem suas vantagens!

Por mais que a gente ouça a vida inteira que o trabalho de jornalista e, ainda mais, estudante [vulgo aspirante a jornalista!] é ingrato, o “sacrifício” (do TCC, em questão), tem lá suas vantagens. No meu caso, muitas, pelo meu grau de suspeição com o assunto.
Tenho conversado com pessoas ótimas, ouvido histórias de todos os extremos (alegres, engraçadas, perigosas, emocionantes..), especulações, confirmações (chutei alto qdo achei que a nova TW poderia ser 350cc!), segredos de Estado...
Bom, um dos muitos pontos altos da semana, foi descobrir um verdadeiro “sítio arqueológico” da história da motocicleta em Limeira. Lá tem coisas muito, mas muito mais antigas, mas assim veio parar em minhas mãos um exemplar da “Duas Rodas Motociclismo” de fevereiro de 1979. A reprodução por enquanto é “exclusividade” do meu trabalho, mas a chamada da capa é nada menos que “Teste: Honda Turuna”. Na contracapa, anúncio de página inteira, colorida, da mesma... Hun... òó
Na verdade, confesso que meu queixo caiu ao ler a narrativa do Josias Silveira (sim, ele, desde então..). A bichinha chegava a quase 120 km/h de velocidade final, num consumo de 43 km/l. A edição conta ainda com o guia de lançamentos do ano..
Já o anúncio da Yamaha RX125 era à la Dancin’ Days, top na época: “Quero ver seu corpo livre, leve e solto”, prometendo “a sensação de glória que só uma moto realmente brava oferece”. Uia!
Não tenho o hábito de ler revistas de moto. Apesar de ter comprado algumas recentemente, “fugi” da necessidade de pesquisar sobre a história e desenvolvimento delas, por falta de tempo hábil para o trabalho. Por isso, tudo o que sei é que 30 anos depois o mesmo Josias está lá (não sei se foi e voltou, mas está) e que o início de tudo foi com o tal do Yllen Kerr. Mas, como vício é vício, e eu já ‘não gosto muito’ de papel, pra mim “sensação de glória” foi devorar aquelas páginas amarelas (a revista não era feita inteira em papel brilhante, e pouquíssimas páginas eram coloridas).
Enfim, pra mim o velho tornou-se novo – e não mais do mesmo [como anda o nosso cotidiano, e o jornalismo a tira-colo].
Coincidentemente, acabo de ouvir uma musiquinha do Aborto Elétrico [fundo do baú!!] que tem a ver também com as últimas atualizações do meu álbum no orkut...


“O que você vai ser quando você crescer?
Nas fotografias o que você vai ver?
O tempo passa e você vê que existem coisas
Que você nunca imaginou que existissem”

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27 anos, repórter e moto+ciclista. Limeirense, paulistana de consideração e com sangue baiano de uma longa linhagem. Sangue tipo A+ contendo altíssimas doses de paixão por duas rodas e pelo bom e velho rock’n’roll – e pela liberdade, já que “minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar”... Não sou de direita nem esquerda, sou da contramão do lugar-comum.

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