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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Um dia em Sampa

Dessa vez não choveu! Sol e céu azul! Dia perfeito pra duas rodas,certo?? Errado!! Fui (fomos) de busão! :(

Depois do inútil dia mundial sem carro, passei o meu dia na capital, sem moto!

Esta terça foi muito proveitosa, mas poderia ter sido mais (se não tivesse perdido dois ônibus de manhã!! Nisso que dá conversar até as tantas da madruga)... A viagem de ida me deu idéia pra outro post, que vou escrever quando Deus e minha orientadora quiserem.

Começou na Osório e terminou no Ibira, fui do passado ao futuro em menos de dez horas, com direito a alguns revivals no meio do caminho, além de uma viagem de táxi divertidíssima!!! O tiozinho pernambucano tentou empurrar pra gente uma corrida de SP pra cá por 350 pila!!! Como eu ando prática em “conversão”, com uma grana dessas dá pra eu IR e VOLTAR de Sampa 13, TREZE vezes com Kashmir..

- Ah, se ele tivesse chance, eu ia votá no Maluf, porque ele róba, mas faz!
- Mas o senhor quer continuar sendo roubado??
- É que ele faz pra gente e pra ele, mas e os outros que fazem só pra eles???

Essa foi a parte tragicômica! [Cômica, mas trágica e triste por um eleitor pensar assim..]. Apesar que em SP, como em tantos lugares – senão na maioria – tá difícil escolher candidato... muita opção.... ruim!

Não pude perder a oportunidade de fazer a pergunta-clichê a um taxista em São Paulo: o que ele acha dos motoboys... e depois perguntar o que ele acha dos motociclistas!! Não só pra ele, como pra muita gente, “é tudo a mesma coisa”, e depois de destilar alguns xingamentos raivosos (e ouvir que NÃO é a mesma coisa, não senhor!), reconhecem que os “vida loka” não são resultado de atitudes só de quem está na guerra do trânsito...

Dificilmente saio de SP sem refletir essa cidade. Eu gosto de andar lá, ir, voltar, me virar, localizar, encontrar os lugares, as coisas e as pessoas mais inacreditáveis... Mas não me vejo morando ali.

Depois de alguns efeitos colaterais no busão [principalmente o circular, mas o rodoviário não ficou por menos] – não levei dramim, mas também não chamei o hugo, mas descia do ônibus verde, com o estômago e a kbça rodando! -, reencontrei meu brother Marcelão, e fui prestigiar uma vitória de alguém muito importante pra mim, junto com outro alguém igualmente especial... meus manos queridos!!

Depois de mais de um ano ameaçando, finalmente fui ao Ibira, na companhia do meu brother, encontrar o JT, André e companhia que tive o maior prazer em conhecer, para uma rodada de H2O!! E que “esfihinha” é aquela, hein?

Com o tempo precioso que se perde nessa cidade, devo admitir que, apesar de insuficiente, esse metrô é uma mão na roda sem tamanho!! [Acho que é porque nele não dá tempo de eu passar mal!!!] Hehehe..

Na volta não passei mal porque vim dormindo, tardão da noite.

Tô com saudade de escrever aqui, mas dessa vez não posso me estender porque ainda tenho algumas – ótimas! – histórias pra contar!

Au revoir!

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27 anos, repórter e moto+ciclista. Limeirense, paulistana de consideração e com sangue baiano de uma longa linhagem. Sangue tipo A+ contendo altíssimas doses de paixão por duas rodas e pelo bom e velho rock’n’roll – e pela liberdade, já que “minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar”... Não sou de direita nem esquerda, sou da contramão do lugar-comum.

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