Live to ride/write Ride/write to live

terça-feira, 7 de outubro de 2008

What about love...

"Vidente do amor - Perdeu seu amor? Quer ele de volta? Eu trago!"

Ah, esses links patrocinados nos clips do Gmail... é pra rir ou chorar?
Quando vi esse acima, logo me veio à cabeça as aulas de sociologia, e o "amor líquido", de Bauman. Não é assim é o ‘amor’ de hoje em dia?

Qual é o amor que permanece? De namorados? Amigos? Família?

Sempre fui manteiga com crianças, mas ultimamente ando mais sensível com elas, tentando aproveitar o tempo que tenho com essas criaturinhas.

Tem coisa melhor do que acordar, no susto, com a porta do quarto abrindo num arroubo e ela vir correndo na sua direção, na cama, chamando "tiaaaaaa"?! A Júlia faz isso.

Enquanto estou no telefone, e ela caçando bagunça no meu quarto (e sempre acha!), vai tentando repetir tudo o que eu falo...

Adoro dançar com ela! Me dá suas mãozinhas, sacode o popô e não quer mais parar. Dá muita risada. E ás vezes pára para olhar a tia palhaça dançando.

Já conhece meus péssimos hábitos alimentares. Quando vê pacote de bolacha Trakinas, seja aonde for, logo aponta o dedinho e fala que "é da titia"...

Confunde a moto da tia com a do vovô, mas tudo bem. O importante é que ela gosta! Finge morrer de medo e sair correndo quando chego com capacete e jaqueta, tentando agarrá-la.

É muito esperta. Faz suas travessuras, mas sabe que ganha a gente com um sorriso, ou um beijo bem melado. Gosta de correr. Ri quando cai de bunda no chão.



Domingo estive nas nuvens por um momento. Enquanto a mamãe ia votar, o Lukinha acordou de um sono leve na cama da prima. Na verdade acordou por causa da prima, que estava num chororô no quarto ao lado.

À meia-luz da luminária, ele se espreguiçou, olhou bem pra mim e começou a dar risadinhas marotas. Brincamos um pouquinho. Ganhei o dia, o mês! No alto de seus quatro meses, mal fui visitá-lo, e nem sempre estou em casa quando ele vem. E ele me recebe com o mais lindo sorriso...

Faz tempo que não vejo o Mateusinho, e seu aniversário de quatro anos está chegando. Sempre que vou vê-lo, corre e se esconde de mim. Mas depois não quer me deixar ir embora! E eu também não quero largar.. Já não posso mais carregá-lo nos braços, ele já é mais forte do que eu, mas que saudade que dá de sentá-lo no meu colo e começar a escrever letrinhas.. ficar pentelhando pra ele não falar as palavras errado, brigar pra ele devolver o "pacacete" quando preciso ir embora! Ou ver as motos passando na rua e testar pra ver se ele aprendeu qual é de "andar na terra" e qual é de "andar no asfalto", e por quê, e aonde está a diferença... responsabilidade de madrinha, né?!

Por quê as pessoas ainda insistem em comprar, vender, negociar o amor.. Amor a gente tem ou não tem! Dos outros, e pelos outros. Não é negociável.
Às vezes as pessoas se desesperam atrás de alguém, ou com a correria da vida deixam pessoas importantes de escanteio, e não vêem que as coisas mais significantes estão tão perto, e é tão acessível... É só se permitir sentir!




What about love
Don't you want someone to care about you
What about love
Don't let it slip away
What about love
I only want to share it with you
You might need it someday


2 comentários:

Mário disse...

Arrasou, resumiu em poucas palavras a revolução que esses pequeninos fazem no coração da gente.

Descarregar a afetividade no relacionamento com uma criança é o melhor desestressante que tem.

Ruim é que eles crescem, pena!

Rita Garcia disse...

Crescem mesmo! E depressa demais...

Quem??

Minha foto
27 anos, repórter e moto+ciclista. Limeirense, paulistana de consideração e com sangue baiano de uma longa linhagem. Sangue tipo A+ contendo altíssimas doses de paixão por duas rodas e pelo bom e velho rock’n’roll – e pela liberdade, já que “minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar”... Não sou de direita nem esquerda, sou da contramão do lugar-comum.

Meus clicks

Loading...

Aquele que conhece os outros é inteligente. Aquele que conhece a si mesmo, é
iluminado

Lao Tsé