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domingo, 21 de dezembro de 2008

Um dia de fúria

Eu atravessava a praça Toledo Barros, como se fosse para a Nossa Caixa. Mas alguém subia a rua, devagar, dirigindo minha moto, quando duas pessoas (um casal), abordaram e pararam esse piloto oculto, cada um de um lado, desligando a moto.
Eu, do lado, só gritava.. não, nããão, nãããããããããoooooooo!!!! A voz parecia não sair, apesar do ambiente cheio, ninguém parecia escutar!
Mas, de repente, os dois estavam rendidos pela atitude popular. A mulher falava que o homem era líder revolucionário do c*** a quatro. Eu não quis nem saber de onde eles vinham.
Bati, chutei, esmurrei, arranhei, surrei o quanto eu podia a mulher. Tudo isso já tinham feito com o cara. Só me dei por satisfeita, por hora, quando vi os dois caídos, detonados, no chão. Chegou um sms no celular.
Acordei, cansada e ofegante. Por quê?

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27 anos, repórter e moto+ciclista. Limeirense, paulistana de consideração e com sangue baiano de uma longa linhagem. Sangue tipo A+ contendo altíssimas doses de paixão por duas rodas e pelo bom e velho rock’n’roll – e pela liberdade, já que “minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar”... Não sou de direita nem esquerda, sou da contramão do lugar-comum.

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